segunda-feira, 15 de junho de 2026

O amor que me matou

Eu usava colete a prova de balas

Eu usava a minha melhor proteção 

Em meio ao caos da minha alma em dor a procura da cura

Chegou você que parecia remédio 

Que parecia curar

Com promessas tão reais difíceis de não acreditar 

Com cheiro de lar 

Com jeito de verdade 

Eu tirei meu colete a prova de balas

As feridas começaram a cicatrizar 

Pelo seu olhar,seu amor sua dedicação e seu cuidado.

A arma estava apontada para meu peito 

Estava tudo programado era só puxar o gatilho

Eu tirei meu colete a prova de balas 

E você me matou ...

Da forma mais cruel .....

Da pior maneira de ser assassinada ...

Meu corpo frio no solo, o sangue escorrendo lentamente pela calçada 

Você parado olhando sem nada a indagar 

Ah se eu não tivesse tirado meu colete estaria viva nesse momento 

Mas seu amor matou o que restava de mim.

Matou o coração sangrou a alma destruiu o lar o aconchego 

O cantinho que seria chamado de nosso...

Não vai ter cadeira na varanda 

Restou a dor mais cruel a dor da sua mentira.


Por Viviane Silvério da Silva 

Dedico a v.b.s 

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